Sunday, June 17, 2012




Linhas quebradas, aveludadas, esguias, falsas, ingénuas...
Linhas de sangue, suadas, gritadas...
Incompreendido, o mundo gira, desenleva-se, faz-se grande, de peito feito...
mas tomba nas órbitas vazias dos pássaros do Norte.
Noites frias, sonhos apagados, memórias...apenas memórias...
Um arranhão...dois...mais um e outro.
Um cadáver não pode sentir...
Não pode partir, pois já está partido.
Não perdido...perdidos estão os retalhos de pele, seca, negra, triste. 
Há dores que nos acordam.

Fechei um ciclo e abri outro.
Um que me pertence, é só meu meu meu!
Não mais me curvo perante ninguém, 
não mais me descentralizo e deixo levarem osso e carne!
A partir de agora, valorizo-me como nunca me valorizei!
Teço sonhos só meus, e cantigas só para a minha voz.
Estou sozinha, mas acompanhada de toda a força do mundo!
Sou cigarra, de pé descalço e de olhos bem abertos!
Estou mais perto do que quero vir a ser!
Força e vamos para a frente!